Hoje poderia ser um dia como todos os outros. Gente acordando e indo pro trabalho, reclamando do vazamento do banheiro, sorrindo para o cobrador do ônibus, ouvindo o chefe dizer que a semana não acaba na sexta, a fonte da matéria não querendo atender o telefone, aquele amigo mais ausente que o normal. O correio chega antes das dez trazendo o que parece ser mais uma mudança. E eu me pergunto: quando é que a vida vai deixar, um minutinho só, de ser uma constante mudança? Minhas vizinhas de cima constantemente arrastam móveis. Acho que a vida delas muda tanto quanto a minha. De dia, de noite, de manhã, de madrugada. Atendem telefones na janela, pra eu me interar da conversa também. Impressionante. Ontem eu disse que queria uma vida mais calma. A calmaria, pra mim, parece nunca chegar e é claro, que questiono que, caso eu realmente quisesse, eu teria. Afinal, a maioria das coisas que a gente realmente quer, faz acontecer e elas... acontecem. Tem dias que invejo quem chega do trabalho, liga a tv, vê Jornal Nacional, novela e Big Brother, janta, toma banho e dorme pro dia começar de novo igual. Eu dificilmente tenho um dia igual ao outro, uma semana sem um fato bombástico pra contar e chorar na terapia. Em várias situações da minha vida eu pedia uma estabilidade e uma constância que temo admitir que talvez, esta pecinha veio com defeito da fábrica em que eu fui criada. Como um amigo bem observou, toda vez que sai um texto meu ele pensa “qual será a crise desta vez?”.
Como é de costume, final de ano é tempo de pensar na vida. E pensando bem, não faz muito sentido manter um blog. Pelo menos no momento, não há. Não vou deletar este espaço pq nas fotos, ainda sou muito feliz. Mas o espaço para escrever morre aqui. Um grande abraço aos que conheci através dos textos publicados na net e que venha o ano novo!
Fico assustada o quanto tempo meu pão dura. Compro um pão integral de uma marca sem importância (não é Pullmman) e ele dura o tempo que é necessário para que o pacote acabe. Há semanas em que ele permanece 10 dias ali, sem um rastrozinho de bolor. E o pão da minha roommate, que ela traz da cidade da mãe dela, dura sei lá, 4 dias. ******** Uma coisa a se aprender nos dias como hoje é um velho ditado: não se cutuca onça com vara curta. ******** É estranho ver minhas priminhas no orkut com seu nome, de onde são e o “solteira” embaixo. Quando a gente é criança, não tem essa de ser solteiro, namorando, casado. Mas o orkut dá esta opção e elas assinalam “solteiras”. Estão, então, disponíveis. Ai, pra mim é estranho. Meu irmão, que ta namorando uma garota da escola, está, pelo orkut, casado. E eu nem pra festa fui convidada. ********* Este ano ta demorando pra acabar. Sabe aquela história “chega seis e meia e seis horas não chega nunca”, coisa de assalariado que bate cartão? Pois é. Meu aniversário chega e o dia 31 de dezembro nunca. Ô loco. ********* Das últimas baladinhas do ano, hoje vai ser divertido. Roda Viva, Decompositores, amigos queridos, companhia ideal. =)
Enquanto ouvia música de barzinho – detesto – ouvi umas oito vezes que “um amigo não substitui o outro”. É verdade. Quando conhecemos alguém, existem particularidades no relacionamento que são só delas. Amigo não é um produto, que esgotado na prateleira, se repõe. Se você perde, aquele lugar fica ali, vazio. Parte dele fica em você e parte sua vai, grudado nos hábitos, estilos, jeito, força, carisma, contato. Quando eu jogava vôlei, lááááá em Wenceslau Braz, meu técnico dizia a torto e direito que “ninguém é insubstituível”. Ele sempre se referia ao fato das titulares do time se acharem donas da posição. E eu, adolescente que era, acreditava que isso também servia pra vida. Ontem, fui na despedida de uma amiga que esteve em Curitiba praticamente como uma visita: casou em um mês, arrumou um super emprego, correu atrás do que devia e ela e o marido embarcam semana que vem para os Estados Unidos. Depois de batalhar para conquistar espaço em sua profissão, ela decidiu que quer ser médica lá. De semelhanças e gostos, a gente não tem quase nada. Nem música, nem cinema, nem gosto pra roupas, sapatos. A gente não troca idéias sobre livros, seriados, sites, nada disso. Porém é uma das poucas pessoas que conseguem entender quando falo de relacionamentos e da minha família. Que compreende dores, angústias, medos e vontades. Só ela. Amigo, ao contrário de atleta, não dá pra repor. Tem um lugar único na nossa vida, no cotidiano, no coração. Muita sorte e sucesso pra minha amiga que vai pra longe, mas ta sempre aqui, no pedaço que deixou dela em mim.
BBC - Londres
 | | | Chocolate amargo ajuda a oxigenar o cérebro |
Fazer sexo, comer chocolate amargo e consumir um café da manhã rico em frios pode ser o segredo para treinar e impulsionar a capacidade cerebral. A tese é defendida no livro Teaching Yourself: Training Your Brain (Ensine você mesmo: treine seu cérebro, em tradução livre), que será publicado em janeiro na Grã-Bretanha e ainda não tem data para chegar ao Brasil. Na obra, os autores Terry Horne e Simon Wootin analisam como a dieta, o ambiente e o estresse afetam a capacidade mental das pessoas. Grande parte das sugestões feitas no livro tem como base substâncias químicas liberadas no organismo a partir de certas atividades, como fazer sexo. De acordo com a obra, a penetração durante o ato sexual aumenta os níveis de oxitocina, que estimula o cérebro a pensar em novas idéias e soluções para problemas, enquanto que o pós-coito aumenta a quantidade de serotonina, estimulando a criatividade e o pensamento lógico. No que se refere à comida, os autores acreditam que ingredientes encontrados no chocolate amargo, como magnésio e antioxidantes, aumentam a oxigenação cerebral. E comer frios, ovos ou peixes no café da manhã dá mais energia e facilita a absorção de nutrientes pelo organismo. Envolvimento e satisfação “Durante décadas nós pensamos que a capacidade no cérebro é geneticamente determinada, e agora ficou claro que é uma questão de estilo de vida”, explicou Terry Horne, autor do livro e palestrante na Universidade de Lancaster. Os autores aconselham os leitores a seguirem um “conceito de vida” chamado BLISS (prazer corporal, alegria, envolvimento, satisfação e sexo, na sigla em inglês) para aumentar a performance mental. E ainda afirmam que quem quer impulsionar o cérebro deve evitar fumar maconha, assistir a novelas e conviver com quem reclama muito da vida. “Misture-se com pessoas que te façam rir. Evite as pessoas que reclamam demais porque elas podem deixá-lo deprimido”, aconselhou Hornes, que ainda defende baixa ingestão de álcool e carnes vermelhas. Ainda na lista das atividades para estimular a “massa cinzenta”, os autores defendem que crianças façam deveres de casa acompanhadas de colegas ou dos pais e que desde cedo sigam uma dieta baixa em gordura, rica em brócolis, peixes com ômega 3, pães e massas integrais.
Por que a minha vida não é de chegar em casa depois de um trabalho de bater cartão, assistir a novela, tomar banho, jantar e dormir? E nos finais de semana dormir por estar cansada, ir no mercado e no shopping, ver um dvd pirata e pronto, ver o Fantástico e comentá-lo no dia seguinte? (suspiro) Porque é tão mais divertido ser assim, né? Vai lá no Flick da Carlinha ver a gente chafurdando na alegria, lá no MON. ******* Me manda energias boas. Envia daí, de onde você está, pensamentos positivos, cheios de amor, felicidade, sucesso e paz pra mim. Me deseje o bem, tanto quanto você quer pra você mesmo. Me visualize tirando todo entulho de perto. Estas coisas boas. To precisando. E neste final de semana, tem... vestibular! Olha que alegria! Ir no banheiro acompanhada, ficar sem celular, receber prova com o seu nome, mostrar identidade com foto de 12 anos, entre outras coisas peculiares da provinha! Eeeeeeeeeeeeee ¬¬ ******** Esta Vanessa da Mata sabe das coisas, né? (sabe no último cd. No primeiro sabia menos) ******** Quanto tempo antes do aniversário que começa o inferno astral mesmo?
 | praia | Nov 26, '07 9:39 PM for everyone |
Minha sorte de hoje diz: Há uma carta ou mensagem alegre chegando para você. Daí olho nos scraps e minha amiga avisa que NÃO poderá mandar a carta prometida. Hehehhehe Que doido. ********* A gente é como é por um motivo. Se é carinhosa, é porque alguém precisa do seu carinho. Se é prestativa, porque existem pessoas necessitando da sua ajuda. Se dá um abraço reconfortante, se ouve, se faz os olhos abrirem, se é companheira de buteco no término do namoro, enfim, estes nossos adjetivos ímpares sempre servem pra alguma coisa. Embora tenha dias que eu quero ser a pessoa mais doce e amável do mundo – eu até sou, gente, acreditem! – eu entendo perfeitamente porque preciso ser assim, às vezes dura, certeira e cheia de argumentos. Eu só não entendo porque de todas as pessoas, ele só ouve a mim e confesso que parte do meu ego se sente bem com isso. E o resto dos pensamentos e “órgãos” (ah, sim, o ego é um bem grandão) se contorcem todos, numa mistura de angústia, medo e até solidão. Quem é que vai me proteger se você cair, me diz?
********* Uma coisa boa de ganhar anos é aprender a observar o quanto a vida é bem cíclica e a gente tem a tendência de repetir erros e atitudes. Há alguns dias, recebi um montão de e-mails, cada um com um post, do meu blog antigo. Estou lendo em etapas e é bem triste. Acho que foi uma das épocas mais doloridas da minha vida já adulta. Porém uma coisa que tem me dado prazer em encontrar é o quanto eu mudei de dois anos pra cá. Não tanto quanto eu poderia ter mudado, mas em muita coisa – e isso já é motivo pra ficar bem feliz. ********* Toda vez que eu vou pra praia vejo o quanto eu seria feliz se retornasse com mais freqüência. Eu gosto de acordar cedo, passar protetor e sair correndo pra areia. Tenho um certo problema com enrolação. Nisso, sou bem mineira: “vamo aproveitá a praia, povo, que daqui a pouco acaba!” - é o meu pensamento. Não enjôo. Posso passar horas e horas sentada na cadeira, enquanto brinco com a areia no pé. Viro de um lado, de outro. Caminho, tiro fotos. Dou uma entradinha na água (gosto mesmo quando tá beeeem calor), fico olhando o céu. Neste último final de semana tivemos a constatação de que a cerveja pilsen nasceu pra ser tomada a beira-mar. Gelada, entre amigas e uma latinha acaba num instante. Maravilha. Só faltou um parceira pra frescobol. Eu gosto de esportes e este é o meu preferido na praia. Adoro esta coisa de água na canela, do movimento, da concentração e do jogo em dupla. Não é competição. (Belinha, aqui, é a parceira preferida) E o bom da praia é ficar meio morta de noite. Uma comidinha, mais cerveja e lá vamos nós, capotar na cama. Pra começar tudo de novo no outro dia. Ô beleza.
 | "Fala!" | Nov 21, '07 9:27 AM for everyone |
O problema de você registrar bons momentos é que o registro fica, a coisa boa do momento vai embora. Fotos fantásticas, imagens ótimas, em que eu consigo até ver o carinho e a paixão que existia na época. Amigas com ex, tão lindas e sorridentes, gente que passou na nossa vida e que deixou marcas ruins. Olhar pra foto só faz machucar – e eu, sado-masô, ando olhando backup pra achar coisas. ******** Mais importante do que elas serem bonitas, elas precisam dizer algo. Tenho visto e visto fotos. De todos os jeitos, cores, tamanhos, qualidades. Mas são poucas as que me dizem alguma coisa, que tem, além da beleza, algo pra dar. Fotografam paredes, chãos, maçanetas e portas, como modelos de passarela, que pouco nos dizem algo. É tudo muito bonito, colorido, até com vida. Mas mudos. ******** Ta aí o desafio: fazer a imagem falar. Vai lá no Flickr e veja o que fala. Ou não.
******** Enquanto elas não falam o suficiente, falo eu. Puxa vida, povo, que eu queria sair da montanha-russa e entrar no carrinho da Montanha Encantada. Com musiquinha besta e tudo.
 | Feriadão | Nov 19, '07 2:20 PM for everyone |
”A inveja é a vontade de ter o que não é seuO ciúme é o medo De tomarem o que é meuNão nos sirva a ninguémDê à ingenuidade adeusMuitos querem se vestirDo que não lhes fica bemSempre imitando o alheioMaledicenciando em vãoNão nos sirva a ninguémDê à ingenuidade adeus”
(Quem irá nos proteger - Vanessa da Mata)********
Estou na fase “Vanessa da Mata”, ouvindo tudo, baixando bastante, repetindo no mp3. Ela tem a voz boa, músicas delícia, só algumas do último albun (não ouvi os outros direito) que eu achei meio “regueira” demais. Nada de ficar ruim, eu é que sou meio chata mesmo. E toda vez que imagino a moça, lembro da Simone, do Heroes. Não tem muito a ver, mas tem um pouco. Acho que é pelo cabelo meio.... Elba Ramalho.

Parecem?
*********** Pensa num feriado bom. Tá, agora pensa num melhor que bom. Num ótimo. Com show de banda legal. E show animado, veja só! E companhia delícia. E sábado que começa moooito bem, depois amigos em casa, bolo verde (receita da Sania, fantááááástico), Mr Pets de goiaba, cama, daí feirinha no domingo, cerveja, cerveja, cerveja, risada, gordura, casa, banho, amiga, carinho, tudo. Daí quando chega a segunda, tem um sol magnífico lá fora. Com ventinho, perfeito. A caminho da consulta semanal, encontro amigo. Depois almoço com o negão mais gato, querido, gente fina e comprometido do momento. Só falta ter aula de história, geografia e literatura hoje no cursinho, daí eu acredito em milagres, sem sombra de dúvidas! *********** Um detalhe especial: Gresiela em casa no final de semana. Mesmo “comendo” dois dias MEUS pra ver parentes (hahahahaha Denise louca-psicótica), deu pra aproveitar. Companheira, chapa quentíssima (inclusive pra um “vamos dormir?” em pleno sábado à noite), conheceu um pedaço da galera nova e ainda provou da loucura meteorológica curitibana: frio num dia, nublado com vento no outro, sol de rachar no terceiro, seguido de chuva no final da noite. Uma delícia!
Não adianta, a gente até tenta, mas somos otimistas natos. Nos escondemos atrás de máscaras de desilusão e de amor que não sobe serras, não passa da quarta-feira de cinzas e da última noite depois do show de rock, mas a gente, no fundo - e nem é tão fundo assim, simplesmente acredita. É cercado de descrentes que se dizem realistas, de pessoas tristes que não tem esperanças, de jovens com menos de 30 anos que se foderam no amor. Mas fazer o quê? Mesmo diante destes todos e das nossas próprias péssimas experiências, quando a gente escuta que não vai andar de mãos dadas quando for velhinho, pensa “bom, se você não vai, eu vou” e continua neste mar agitado que é acreditar. Falar que não vai acontecer é fácil. E este falar vem seguido de um milhão de outras frases sem esperança, porque a vida de quem não acredita, cá entre nós, é mais simples. Difícil é você, diante deste mundo que ta aí, virado, parar e pensar “eu acredito. PONTO” e fazer acontecer.
"Uma pobre coitada iludida", pensam por aí, mas é desta chamazinha de otimismo que você sempre quis e não consegue manter acesa. É coisa pra poucos. Poucos como a gente, loucos que ainda, mesmo se ferrando 3x4 nesta vida, acredita. Se é pra durar enquanto estiver bom, então, isso aí já é um otimismo. Se diz que “tenho medo que meu filho não goste de estudar”, é porque acredita que terá um. E acho que não temos perfil de produção independente.
Ah, sim, não teremos casamento como o dos nossos pais, graças a deus, afinal, você é 10% parecida com a sua mãe, pra aquilo funcionar daquele jeito? Não, não somos. Acreditamos ser melhores do que eles, mas medrosos o suficiente diante do pensamento “será que um dia, alguém vai me suportar?”. A gente acredita, mete a cara, cai, se fode, levanta e ta neste período aí, de sacodir a poeira, juntar os cacos e recomeçar. Não é uma busca diária, incessante e cheia de pressa. Aliás, nem é uma busca. É acreditar e este poder aí, não é qualquer um que tem.
A gente que é jovem, adora um desafio. Uma coisa pra se preocupar, um problema pra resolver, uma barreira pra quebrar. Inquieta, resolvi prestar vestibular. Tenho só 24 anos, quando me formar da nova faculdade terei uns 30, ainda jovem. Diante desta provinha, que querendo ou não já deixei de encarar há 6 anos, preciso de um curso pré-vestibular. “E lá vamos nós”, dizia a bruxa do Pica-Pau. Foi um passaporte para o mundo em que eu me considero quase um computador 486: antigo, velho, lento, sem memória ou processador decente. Fazia tempo em que eu não me sentia tão ignorante em toda a vida. Para ajudar, minha primeira aula foi de matemática. Sorte que era geometria plana, isso não é tãããão difícil. Porém aí, aconteceu o inesperado. Eu não lembrava como fatorar. É, gente, FATORAR! Ridículo, da quarta série (como bem lembrou o professor), mas eu lembrava metade. E racionalizar, então? Gente do céu, eu me senti a própria tiazona – e olha que eu até disfarço bem no meio da galera de 17 anos. ********** Tem coisas que minha memória até lembra, tipo quando se joga por emulador Mário Bros, naquela primeira versão, em que instintivamente pulo no ar e naquele lugarzinho que parecia céu, eu ganho uma vida ou um cogumelo de fazer crescer. Eu até lembro dos isótopos, oxi-redução, fórmula de Báskara ou a lei dos senos. Lembro que eles existem, o que não quer dizer nada, na verdade. ********* Os professores, engraçadinhos. Hoje tive uma aula de biologia com um cara que tentava fazer a voz do Marcelo Tas, sabem? Insuportável. Tenho diariamente 4 aulas chatas, uma legal. Chatas: química, matemática, física. Legal: português, história, redação e geografia. Biologia transita entre as duas, dependendo da abordagem. ********* Minha sala é composta basicamente por meninos. Sim, meninos, nos seus péssimos 17 anos. Acho que eu tinha esquecido o quanto eles são feios nesta idade. Ô dó. Deviam pular dos 12 para os 20. Espinhas, cabelos feios, meio magrelos e idiotas. Gentemmm, como são idiotas. O professor faz aquelas piadinhas de professor de cursinho dando uma alusão a uma trepadinha. ALUSÃO. Dão risadas. Aqui em Curitiba tem uma desgraça com o número 12, daí qquer porra que tenha o 12, eles gritam “doooooze”. Hoje o professor de geografia falou sobre o Mar Aral. Eles associaram a anal e aí, gargalhadas. É a hora de botar a mão no rosto, estilo “esqueceram de mim” e falar: AI MEU DEUS DO CÉU! ********** Vendo tudo o que se dá em cursinho, reafirmo o que muitos já dizem: vestibular é uma prova idiota. Aliás, o jeito que a gente aprende as coisas até o segundo grau é idiota. Sem nexo, conexão com a realidade, sem aparente utilidade. E daí, reúnem este bando de teorias numa prova de dois dias. Não to dizendo que aprender fórmulas de aceleração, de achar ângulos, saber a cadeia dos carbonos e coisa e tal é inútil. To falando que a maneira que a gente aprende é que é retardada. E como cobram no vestibular, mais ainda. ********* O foda é que, diante da minha memória seletiva, não sei das minhas chances de passar, de fato. Quero muito e acho que daria outro ar para 2008. Enquanto isso, olho pro alto quando a resposta é “dooooooze” ou quando falar “dar” é algo comprometedor.
 | | | Descobertas podem auxiliar no tratamento da depressão |
Cientistas americanos afirmam ter identificado duas áreas do cérebro responsáveis por regular o otimismo. Em estudo publicado na revista científica Nature, pesquisadores da Universidade de Nova York dizem ter constatado que os seres humanos são “otimistas por natureza”, e partindo deste princípio, decidiram investigar quais regiões cerebrais estariam por trás deste comportamento. Em um teste realizado com voluntários, a equipe de pesquisadores descobriu que a amígdala e o córtex cingulado anterior do cérebro (ACC, sigla em inglês), situado atrás dos olhos, foram as áreas mais ativadas quando os participantes pensaram em eventos felizes do passado e expectativas positivas para o futuro. Em contrapartida, quando tiveram de pensar em situações tristes, os exames de ressonância magnética acusaram baixa atividade dessas duas regiões cerebrais. Espírito positivo “Quando estamos com espírito mais positivo sobre a vida, a amídala e o ACC são as regiões mais ativas. O ACC, principalmente, atua como um epicentro de sinais vindos de outras partes do cérebro que também reagem com o nosso comportamento diante de certos eventos”, disse Elizabeth Phleps líder da pesquisa. Os estudiosos detalharam que na primeira fase do trabalho, haviam pedido aos voluntários que pensassem em eventos diversos, tristes e felizes, como ganhar um prêmio e o fim de um relacionamento amoroso. “Os voluntários não foram bons em imaginar coisas tristes. Os seres humanos, em geral, são otimistas mesmo quando não há evidências que sustentem suas expectativas. Normalmente acreditam que viverão mais do que os outros e subestimam as possibilidades de que seu casamento termine em divórcio”, avaliou Phelps. Os estudiosos esperam que as descobertas ajudem no tratamento de doenças mentais, como a depressão. “Estas mesmas regiões demonstram irregularidades em pessoas com depressão, doença que é relacionada com um comportamento pessimista em relação à vida.”
Composição: Cartola
Ainda é cedo amor Mal começaste a conhecer a vida Já anuncias a hora da partida Sem saber mesmo o rumo que iras tomar Preste atenção querida Embora eu saiba que estás resolvida Em cada esquina cai um pouco tua vida Em pouco tempo não serás mais o que és Ouça-me bem amor Preste atenção o mundo é um moinho Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho. Vai reduzir as ilusões à pó Preste atenção querida De cada amor tu herdarás só o cinismo Quando notares estás à beira do abismo Abismo que cavastes com teus pés
- E que te impede? - A dor. Eu não posso passar pela dor de começar uma vida ao lado de alguém e ela ser tirada de mim. Por estas e outras, que Six Feet Under é foda e um dos meus seriados favoritos. Bate lá no fundo, duas da manhã, dormindo na sala no colchão inflável e pensando se é hora de voltar pra casa ou não. *********** Meu plano inicial de ficar nega aqui em sampa foi literalmente por água abaixo. Chove sempre que pode. Quando não, garoa. Aproveitei a piscina um dia, deu pra amenizar o “branco escritório”, mas poxa vida... Vocês me dão quanto que semana que vem, quando minha irmã vir pra cá, não terá sol todos os dias? Hehehehe *********** Hoje fomos ao Brás, no lado de comprar coisas pra casa. Doeu, inúmeras coisas. Mas a felicidade mesmo é ver minha mãe com aquela cara de recém-casada, comprando tudo novo, pra fazer a casa nova um lugar de estabilidade, quem sabe. Gracinha. ********** Concordo com o meu irmão que diz que eu sou uma cozida. Eu quero é ficar com os meus pais e até com meus irmãos, ao invés de sair e ver a galera. Não é que goste mais ou menos, é que, puxa, como eu sinto falta da minha família, que é bem legal. *********** Até agora, eu tinha conhecido outra São Paulo que não esta, habitável, legal, com ruas e casas moráveis, com coisas perto e ônibus de se passar 10 minutos dentro. Proteção de tela? ************
Se você é uma pessoa descolada, não pode perder nos albuns de foto o passo a passo do Mr Pets, a nova onda das pessoas legais. heheheh
Amanhã eu vou revelar Depois eu penso em aprender Daqui a uns dias eu vou dizer O que me faz querer gritar Aaaahhhhhh! No mês que vem Tudo vai melhorar Só mais alguns anos E o mundo vai mudar Ainda temos tempo Até tudo explodir Quem sabe quanto vai durar Aaaahhhhh! Não deixe nada pra depois Não deixe o tempo passar Não deixe nada pra semana que vem Porque semana que vem Pode nem chegar Pra depois...o tempo passar Não deixe nada pra semana que vem Porque semana que vem Pode nem chegar... A partir de amanhã Eu vou discutir Da próxima vez eu Vou questionar Na segunda eu começo a agir Só mais duas horas Pra eu decidir... Não deixe nada pra depois Não deixe o tempo passar Não deixe nada pra semana que vem Porque semana que vem Pode nem chegar Pra depois o tempo passar Não deixe nada pra semana que vem Porque semana que vem Pode nem chegar... Ah! Ah! Ah! Ah! Esse pode ser o último dia De nossas vidas Última chance de fazer Tudo ter valido a pena Ah! Ah! Ah! Diga sempre tudo O que precisa dizer Arrisque mais pra Não se arrepender Nós não temos todo O tempo do mundo E esse mundo Já faz muito tempo... O futuro é o presente E o presente já passou O futuro é o presente E o presente já passou... Nada pra depois Não deixe o tempo passar Não deixe nada pra semana que vem Porque semana que vem Pode nem chegar Pra depois...o tempo passar Não deixe nada pra semana que vem Porque semana que vem Pode nem chegar... Pra depois o tempo passar Nada pra semana que vem Porque semana que vem Pode nem chegar...(2x)
 | ... | Oct 30, '07 8:55 AM for everyone |
Se a vida está aí pra nos ensinar, eu sou uma aluna aplicada. Diariamente me acontecem situações de ficar com o queixo caído, as idéias sem saber pra que rumo tomar, inexplicáveis diante dos fatos. Mas como estamos aqui pra aprender, vamos lá. ******* Alguém sabe de um lugar que toca salsa em São Paulo, pra me indicar? Um lugar legal, de preço honesto, que seja quente pra dançar, com gente bonita, de preferência. ******* De todos os problemas que pensei que enfrentaria nestes últimos dias, interpretação de texto não estava na lista. ******* O sol está sendo amigo e como deus quer, volto nega da viagem. Feriado está aí e vou curtir na casa nova dos meus pais, além de ajudar no restante da mudança, pintura de paredes, etc e tal. Sem contar que pro feriado do dia 15, tanta coisa legal está pra acontecer! Amigas perto, talvez o Rick também venha, sol, se deus quiser, enfim, tudo lindo. ******* O Natal já chegou e este ano eu tenho direito a árvore, enfeites e tudo mais. Mais boa menina que eu fui, impossível. Hehehehe
O tempo passa numa velocidade que é até chato e “clichezento” a gente comentar. Rápido, muito rápido. Lembro-me perfeitamente, como se fosse ontem, das minhas férias em Vitória. Da correria da festa de final de ano da empresa em que eu trabalhava, ano passado. Do pré-carnaval fantástico, seguido de um carnaval meia boca, do meu aniversário, que veja só, faltam só três meses pra repetir. Se este ano passou rápido, desde que eu mudei, então, o tempo viajou via e-mail e numa conexão de 28Mb como a Janara tinha na França. Nada de galope, de avião, estas coisas. Transmissão via bluetoof, meu povo. E é nesta agitação toda que a gente vai se adequando, fazendo sentimentos se aquietarem, tentando alinhar o tempo de hoje com o tempo da sua cabeça e coração. Acostumar-se a ser ímpar e não par, leva tempo. Eu já li entrevistas de mulheres que não terminavam um relacionamento péssimo pensando “o que eu vou fazer no final de semana?”. Sempre achei ridículo, mas consigo entendê-las. Talvez o final de semana seja o período mais difícil de ser uma e não dois. E os sábados de manhã, um dos mais complicados de serem preenchidos. A consciência trava batalhas quase diárias com a necessidade e com a carência. Ela é a única que pensa com lado esquerdo do cérebro – ou talvez ela seja o lado esquerdo mesmo. Entende o período, sabe que é difícil, mas é quando se aprende muita coisa sobre nós mesmos. O lance não é só acordar sozinho. Até porque, hoje em dia a vida anda tão mole que se a vontade é ter alguém do lado, a gente tem depois de um scrap do orkut. É ter aquela clareza de que somos sozinhos mesmo e pronto. Há quem diga que mesmo com alguém estamos sozinhos. Mais triste ainda. Ser par é escolher o programa do dia mesmo que este seja ficar inteiro na cama. E ser ímpar é ter a liberdade de se fazer o que quiser, receber quem quiser, ir ao cinema faltando 15 minutos pra sessão porque você, sozinha, consegue chegar. Ser par é fazer aquela comidinha esperta depois das 22h, abrir uma cerveja e ficar batendo papo entre beijos na beira do fogão. Ser ímpar, é fazer a mesma coisa mas ouvindo a amiga contando os bafos, medos e sonhos. A confusão que se trava na cabeça é tão grande, que nem a terapia consegue decifrar o que se passa ali. Sabe que é necessário ficar sozinho. Mas dói em viver esta realidade. Entende que é imprescindível aprender mais sobre a nova realidade do mundo, a rapidez das coisas, a efemeridade das relações. E ainda ouve diariamente que não é possível viver no modelo antigo, na realidade vivida pelos casais que comemoram bodas de prata e ouro, estas coisas. Enquanto isso, os sábados de manhã são preenchidos com sonos intermináveis, já que a noite de sexta foi de salsa, merengue e cha-cha-chá. (agora, coisa linda de deus, eu estou aprendendo samba de gafieira e zouque – putz, nem sei como se escreve!) Coisas assim: se fosse par, tinha dormido de conchinha. Sendo ímpar, danço a noite toda. Confuso, confuuuuuso.
Eu queria que o frio fosse embora. Sério. Que chato ser outubro e usar casacos de julho. Andar na rua me encolhendo toda. Tomar banho “pelando”. O cabelo ficar todo “de nuvem”, como diziam minhas primas quando pequenas (e o mercado inventou o frizz!). Ontem me bateu uma saudade da sopa de carne e mandioca da vó da Fernanda. Esta noite, eu sonhava que comia carne vermelha e costela, uma bem gordurenta. Acho que preciso comprar carne de verdade e comer menos peixe e frango (é que gosto e é mais fácil de preparar). Hoje, por falta de tempo, almocei pastel do seu Nakashima, considerado um dos melhores pastéis daqui. Mas daí sempre penso: poxa vida, este povo nunca foi numa feira em São Paulo mesmo... Quando tenho frio, sinto falta de uma coisa que não existe mais: meu pai, quando eu era pequena, me colocava no meio dos seus joelhos e me esquentava. =/ Ixe, to precisando ir pra casa dos meus pais meeeeesmo. ******* Semaninha do cão, cheia de coisas e sem prazo pra bagunça acabar. Adiantar o que dá é isso, quem sabe terei uma viagem tranqüila e sem muitos problemas. Uma constatação desta semana é que eu sou uma péssima pessoa se preciso acordar cedo com freqüência. Desmarco mentalmente todos os meus compromissos, pensando sempre na possibilidade de dormir no lugar deles. E demoro hoooooras pra acordar de verdade. ******** O pior é que não vai passar até o casamento da Marina, que é só dia 10. Daí vem feriado. E possível viagem de novo. Ai ai ai, poxa vida. Graças a deus que o ano ta acabando. ******** “Não lhe mostro todos os bichos Que tenho de uma vez Armo o circo com não mais Do que uns cinco ou seis” ******** Ah, fodeu. ********
Eu tenho um defeito considerável que, quando vou entrevistar alguém e gosto da pessoa, do que ela faz, do trabalho, eu viro uma babona. Poxa viiida. Hoje foi o dia de babar. Ontem também foi. Eu fico sempre pensando “o que to fazendo da viiiiida?”, querendo largar tudo e ficar lá, trabalhando com o povo. Vê se pode.
As minhas teorias sobre homens, carros e o tamanho do pinto estão na direção certa. Campanha que associa pênis a velocidade é eficaz, diz Austrália (manchetezinha ruim, hein?) da BBC Brasil Uma pesquisa encomendada pelo governo australiano sugere que a campanha que relaciona excesso de velocidade no trânsito ao tamanho do pênis é eficaz. De acordo com os dados do próprio governo, cerca de 60% dos homens jovens entrevistados admitiram que os comerciais fizeram com que eles repensassem seus hábitos na direção. Os anúncios de televisão mostram mulheres dobrando o dedo mínimo quando motoristas passam em alta velocidade, dando a entender que o motorista corre porque tem o pênis pequeno. A campanha publicitária da agência de Trânsito do Estado de Nova Gales do Sul tem como público-alvo jovens do sexo masculino com idades entre 17 e 25 anos e, desde que estreou em junho, gerou polêmica e acusações de discriminação. As autoridades locais dizem, no entanto, que alguns egos feridos são um preço baixo a pagar se os anúncios ajudarem a salvar uma vida. Segundo a agência de trânsito do Estado, o excesso de velocidade é responsável por cerca de 40% dos acidentes nas estradas todos os anos. "O ato de dobrar o dedinho atinge uma faixa crucial dos motoristas jovens. Eles estão usando [o gesto] para diminuir a velocidade dos amigos e impedir que eles ajam de forma imprudente nas nossas estradas", disse o secretário de Trânsito Eric Roozendaal ao jornal "Sydney Morning Herald". Terapia de choque Segundo os responsáveis pela campanha, a idéia nasceu após a constatação de que os anúncios tradicionais mostrando as conseqüências do excesso de velocidade, como cenas de acidentes e feridos, estavam se tornando menos efetivos entre os jovens. Segundo John Whelan, diretor da agência de trânsito, jovens expostos a jogos de computador, à mídia moderna e a filmes de terror não se impressionam mais com as imagens das campanhas tradicionais. Além das propagandas na TV, a campanha --que custou 1,9 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 3,15 milhões)-- também tem anúncios para cinema, pontos de ônibus e internet. Os cartazes trazem o slogan: "Alta velocidade. Ninguém te acha grande". Os anúncios também oferecem preservativos 'extra extra pequenos" aos que se excedem na velocidade.



Pra estas coisas a gente tem potes com tampas – e não são tampas quaisquer. São daquelas que fecham de verdade e se for pra você guardar bolachas, pode ficar tranqüila que elas não vão murchar. Na tampa tem até uma borracha que ajuda ainda mais a impedir que o ar entre e estrague o que tem dentro. Ali dentro a gente vai juntando besteiras. Cacos de um copo que um dia foi lindo, mas quebrou. Uma travessa que já esteve em muitos almoços de domingo, em aniversários e recepção de parentes e de uma hora pra outra, espatifou no chão. Eu junto sentimentos confusos e lembranças boas, na mesma freqüência e proporção que lembro de coisas horríveis e daquele sentimento de impotência que a gente tem quando constata que não dá mais. Vejo que carrego junto com as minhas mudanças constantes vários potes. Cheios de água colorida, cheios de cacos de vidro, cheios de nada. De momentos que se foram e que podem muito bem ser jogados com o resto do lixo. Eles, os cacos bonitos (mas não deixam de ser cacos) até querem sair de lá. Respiram dentro do seu pote quase hermético como quem dissesse “me tire daqui!”. Mas não. Os cacos tem um barrado dourado, daquela louça antiga, cheia de memórias e de vida. ‘É um caco, mas tem sua importância’, você diz. E continua a juntar tranqueiras, a acumular inutilidades, a ponto de um dos seus HDs emocionais serem somente de pedaços de cacos velhos de vidro.
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